A Universidade Federal de Sergipe (UFS) reúne atualmente mais de vinte mil estudantes matriculados na graduação e cerca de três mil nos programas acadêmicos de pós-graduação, segundo dados da instituição. No Dia do Estudante, celebrado nesta terça-feira, 11, os números mostram também a presença da Universidade em diferentes regiões de Sergipe, com diversidade nas áreas de formação.
Na graduação, a maior parte dos estudantes está no campus de São Cristóvão, com 16.433 matrículas. O Campus Professor Alberto Carvalho, em Itabaiana, possui 1.535 estudantes; Lagarto, 1.648; Sertão, 583; Laranjeiras, 270; e o Campus de Inovação de Estância, 43.
Para a pró-reitora de Graduação, Marta Élid, a distribuição reforça a atuação da UFS em diferentes regiões do estado.
“Embora São Cristóvão concentre a maior parcela dos estudantes, os demais campi cumprem um papel importante na ampliação do acesso à educação superior pública. A presença da UFS em Itabaiana, Lagarto, Laranjeiras, Sertão e Estância demonstra que a Universidade não se restringe a um único território, mas atua de maneira descentralizada, alcançando diferentes públicos e realidades regionais”, afirmou.
A oferta de cursos também varia entre os campi, pois cada lugar apresenta características próprias.
“Em Lagarto, por exemplo, há uma forte presença de cursos da área da saúde, enquanto o Campus do Sertão reúne formações relacionadas principalmente às áreas de ciências agrárias. Também é possível perceber essa especialização em Laranjeiras, cuja oferta está concentrada em áreas como Arqueologia, Arquitetura e Urbanismo e Museologia, e em Estância, que reúne cursos vinculados a áreas como Biotecnologia, Ciência dos Dados, Engenharias e Gestão Ambiental”, explicou Marta.
Na pós-graduação, a UFS possui 62 programas, sendo 47 acadêmicos e 15 profissionais. Entre os programas acadêmicos, o número de estudantes passou de 2.320, em 2020, para 3.058, em 2025, crescimento de aproximadamente 32%. No mesmo período, o número de doutorandos aumentou de 829 para 1.165, alta de 40%.
“Toda a pós-graduação stricto sensu da UFS se organiza em três formatos: mestrado e doutorado acadêmicos, voltados à formação de pesquisadores, e mestrado profissional, mais próximo das demandas do serviço público, da saúde e da educação no estado”, explicou Eduesley Santana, pró-reitor de Pós-Graduação e Pesquisa.
A expansão da pós-graduação ocorre junto ao crescimento da estrutura de pesquisa da Universidade, que conta atualmente com 372 grupos de pesquisa certificados pelo CNPq, 1.014 docentes doutores e 142 bolsistas de produtividade. Para Eduesley:
“Isso se traduz em resultado de inovação, com a UFS na 4ª posição nacional em depósitos de patentes e na 1ª em registro de softwares, 38 patentes e 42 softwares em 2024 e a primeira patente internacional da instituição. Por baixo, a formação de novos pesquisadores alimenta o ciclo: 767 bolsistas de iniciação científica e outros 714 estudantes sem bolsa já envolvidos em pesquisa, de onde saem os futuros mestrandos e doutorandos. Foi o crescimento dos programas que abriu espaço para a inserção internacional”, ressaltou.
Além da formação acadêmica, a permanência é outro aspecto da vida estudantil. De acordo com Roberto Rodrigues, pró-reitor de Assuntos Estudantis (Proest), as políticas de assistência são fundamentais para dar condições de estudo aos discentes.
“Atualmente nós temos em torno de cinco mil alunos sendo atendidos pelas políticas de assistência estudantil da UFS. Entre os programas de auxílio, temos o de Residência Universitária, que é um dos principais; o Restaurante Universitário, Auxílio Creche, que é para aquelas estudantes ou pais que têm filho, o PRODAP, que é um programa de apoio às unidades acadêmicas e administrativas da UFS e alguns outros que fazem com que o aluno permaneça”, destacou.
Segundo os dados da Proest, referentes a agosto de 2026, são 1.027 estudantes atendidos pela modalidade de Manutenção Acadêmica, 920 com apoio relacionado à moradia e 464 com isenção do Restaurante Universitário.
Os registros correspondem às diferentes modalidades de atendimento e não devem ser somados como se representassem o número total de estudantes beneficiados, já que um mesmo discente pode receber mais de um tipo de apoio.
Os dados mostram, assim, uma comunidade estudantil distribuída por diferentes regiões e áreas de conhecimento, com trajetórias que passam pela graduação, pela pesquisa e pelas políticas de permanência da Universidade.
Laura Malaquias – Ascom UFS