A cultura popular de Lagarto ganhou espaço de destaque no Desfile Cívico-Cultural realizado nesta segunda-feira, 7 de setembro. Reunindo manifestações que fazem parte da história e da identidade do município, a programação levou para a avenida grupos e representantes do folclore lagartense, reforçando a proposta de valorizar e manter vivas as tradições locais.
Entre as participações estiveram a Rainha da Mandioca, o Grupo Roda de Parafusos, a quadrilha, as Lavadeiras da Bica e a representação do Ciclo da Silibrina e da Festa do Mastro, que fez sua estreia no desfile deste ano.
De acordo com o secretário municipal de Cultura, Nenê Prata, a programação manteve a presença de manifestações tradicionais e incorporou uma nova representação ao desfile, ampliando a diversidade cultural apresentada ao público.
“Participar de um momento como este, no 7 de Setembro, é muito especial. É uma data que nos convida a celebrar a nossa história, a nossa identidade e tudo aquilo que faz parte da cultura do nosso povo. E poder trazer a cultura popular para esse desfile torna esse momento ainda mais significativo. Enquanto gestão municipal, a gente respeita e valoriza as nossas tradições e entende que elas também têm um papel importante na construção da história do nosso município”, destacou o secretário de Cultura, Nenê Prata.
A presença de manifestações como a de Dona Everalda também reforçou a relação entre o desfile e a memória cultural do município. Aos 80 anos, ela completa 51 anos de história ligada à participação e à representação da cultura lagartense.
Durante o desfile, Dona Everalda agradeceu ao público pelas homenagens e pelo reconhecimento recebido ao longo de sua trajetória. “Hoje eu completei 51 anos de história e tenho 80 anos de idade. E agradeço ao povo lagartense pelas muitas homenagens que me dão, pelos aplausos, pelos gritos que fazem parte da cultura. Espero em Deus que eu viva mais 50 anos para eu brilhar na avenida”, celebrou.
A trajetória de Dona Everalda representa a permanência de manifestações culturais transmitidas ao longo das gerações e a participação de personagens que se tornaram referências para a cultura popular de Lagarto.
Uma das novidades deste ano foi a participação do Ciclo da Silibrina e da Festa do Mastro, que integrou pela primeira vez o desfile cívico-cultural.
Para quem participa da manifestação, a estreia representa um momento de reconhecimento e de valorização de uma tradição que atravessa gerações. Elisson Alves, participante da Silibrina, destacou a importância de levar a manifestação para um evento de grande visibilidade no município.
“É gratificante pra gente. Já há mais de 100 anos, pela primeira vez, a gente vem representando a cultura daqui. A Silibrina não é príncipe, a Silibrina é uma festa bonita, um negócio de folclore, como vocês estão vendo aqui. Coisa mais linda.”
A estreia da Silibrina amplia a presença das manifestações populares no desfile e reforça a proposta de apresentar ao público diferentes expressões que fazem parte da identidade cultural de Lagarto.
A presença desses grupos transforma o percurso em um espaço de encontro entre diferentes gerações e de valorização das tradições locais. Ao reunir manifestações distintas em uma mesma programação, o desfile também contribui para apresentar ao público parte da diversidade cultural do município.
A programação cultural integra a proposta do Desfile Cívico-Cultural 2026, cujo tema é “Lagarto é mais: Nossa história, nossa gente, nosso futuro”. A cartilha oficial prevê a participação de diferentes manifestações do folclore e da cultura popular, incluindo Dona Nete, Dona Everalda, Roda de Parafusos, Ciclo da Silibrina, Quadrilha Flor do Sertão, Cangaceiros de Zé Padeiro, Capoeira Filhos de Angola e Regional, Reisado da EMMMA, Louvação à Mãe Rainha e Lavadeiras da Bica.
Com a presença de grupos tradicionais, o desfile deste ano reforça o papel da cultura popular na construção da identidade de Lagarto e na preservação de manifestações que seguem presentes na vida da comunidade.

