A emissão da Carteira Nacional de Habilitação (CNH) para novos motoristas aumentou 17,1% entre janeiro e agosto de 2026, na comparação com o mesmo período do ano passado. Segundo balanço divulgado nesta quinta-feira, 10 de setembro pelo Ministério dos Transportes, aproximadamente 2 milhões de pessoas conquistaram a primeira habilitação no período.
O crescimento ocorreu após a flexibilização das regras para obtenção do documento, implementada pelo governo federal com o objetivo de reduzir custos e simplificar o processo de formação dos novos condutores.
O aumento mais expressivo, porém, apareceu na quantidade de brasileiros que deram entrada na primeira habilitação. Esse número passou de 2,3 milhões para 7,3 milhões, avanço de 216%, segundo o Ministério dos Transportes.
O resultado indica forte crescimento na procura pelo documento, embora parte significativa desses processos ainda não tenha sido concluída.
Entre os estados, a Paraíba apresentou o maior crescimento na emissão da primeira CNH, com 77%. Na sequência aparecem Sergipe, com 69,5%, e Acre, com 55,4%.
Quatro unidades da Federação registraram redução: Tocantins (-2,8%), Goiás (-5,9%), Minas Gerais (-6%) e Rio de Janeiro (-25,6%).
Quando considerado o número de pessoas que iniciaram o processo, os maiores aumentos foram registrados no Amapá, com 485,8%, Sergipe, com 472,5%, e Pernambuco, com 468%.
Mesmo entre os estados que tiveram as menores variações, o crescimento da procura foi expressivo: Santa Catarina registrou 114%, Tocantins, 138,5%, e Minas Gerais, 154,9%.
O governo também reformulou o aplicativo CNH do Brasil e passou a disponibilizar gratuitamente pela internet o conteúdo teórico necessário para preparação dos candidatos.
Com a mudança, a quantidade de cursos teóricos realizados passou de aproximadamente 2 milhões para 4,4 milhões.