“Trinta dias se passaram e nenhum ato de sabotagem foi identificado”, relembra Eduardo Amorim sobre situação da Iguá

Apenas o município de Capela, localizado na região Leste do estado, não é atendido pela Iguá.

Por Redação, em 25 de maio de 2026

Trinta dias após a crise no abastecimento de água que atingiu mais de 100 mil aracajuanos no final do mês de abril, o pré-candidato ao Senado e médico anestesiologista do SUS, Eduardo Amorim (Republicanos), criticou a falta de respostas sobre a suposta sabotagem divulgada à época pela Iguá Saneamento e afirmou que a população segue sem esquecer e enfrentar os transtornos causados pela falta d’água em 74, dos 75 municípios sergipanos. Apenas o município de Capela, localizado na região Leste do estado, não é atendido pela Iguá.

Na avaliação do pré-candidato, a narrativa de sabotagem apresentada no auge da crise acabou sendo utilizada como uma tentativa de transferir a responsabilidade pelos problemas no abastecimento. “Passou um mês de muita investigação, muito técnico envolvido, profissionais da Segurança Pública gabaritados, mas até o presente momento, nenhuma confirmação que houve sabotagem neste caso. O certo mesmo é que mais de 100 mil aracajuanos ficaram sem água nas torneiras por mais de cinco dias e os transtornos ninguém esquece. Há exatamente um mês houve uma ação orquestrada para tentar diminuir a fúria da população com a Iguá, mas não conseguiram. 30 dias se passaram e nenhuma sabotagem foi detectada”, frisou Eduardo Amorim.

Segundo Eduardo Amorim a situação do abastecimento de água em Sergipe segue sendo um grande transtorno para a população, que, quando não se depara com a falta d’água nas torneiras sem aviso prévio, precisa ainda lidar com o crescente no valor das faturas. Além disso, ele reforça que a sensação é de improviso em um serviço considerado essencial, uma vez que o discurso institucional da concessionária e a realidade enfrentada diariamente pelos sergipanos recorrendo à caminhões-pipa se tornou comum.

“Nós temos acompanhado diariamente este problema do abastecimento de água na casa das pessoas, departamentos públicos e estabelecimentos comerciais. Já que houve defesa incisiva, atestando ato de sabotagem, esperávamos que os culpados fossem identificados, presos e ouvidos. O que estamos observando é que as torneiras continuam vazias e toda aquela narrativa de defesa não passou de especulação. Enquanto isso, diariamente temos nos deparado com caminhões-pipa circulando por Aracaju e demais municípios em que a Iguá administra este serviço”, completou.