Frota de veículos elétricos em Sergipe cresce 290% e chega a quase 8 mil unidades no Estado

O ritmo de expansão do setor foi superior ao da frota total sergipana, que subiu 13%.

Por Redação, em 21 de outubro de 2026

A frota de veículos elétricos e híbridos em circulação em Sergipe alcançou a marca de 7.969 unidades em agosto de 2026. Segundo dados da Secretaria Nacional de Trânsito (Senatran), o estado registrou um crescimento de 290% no segmento em comparação com agosto de 2024, quando contabilizava 2.045 veículos eletrificados. O ritmo de expansão do setor foi superior ao da frota total sergipana, que subiu 13%.

De acordo com Artur da Silva Figueiredo, assessor de Ciclo de Crédito da Central Sicredi Nordeste, a expansão desse mercado está ligada a uma combinação de fatores. “O consumidor passou a encontrar uma variedade maior de modelos e faixas de preço, enquanto as instituições financeiras ampliaram as alternativas para viabilizar essa compra. Esse movimento reduz uma das principais barreiras de entrada para quem considera trocar um veículo convencional por um eletrificado”, afirma.

A capital Aracaju concentra a maior parcela desse mercado no estado, somando 6.087 veículos eletrificados, o equivalente a 76,4% de toda a frota de elétricos e híbridos de Sergipe. Na cidade, esses modelos representam 1,60% do parque circulante local. No fluxo de expansão registrado entre 2024 e 2026, para cada 5,6 novos veículos não eletrificados incorporados à frota de Aracaju, foi registrado um novo veículo eletrificado.

Na Região Metropolitana, o município de Barra dos Coqueiros apresentou um salto de 637,1% ao passar de 70 para 516 veículos eletrificados em dois anos. Na cidade, entrou em circulação um novo veículo eletrificado para cada 7,5 movidos a combustão.

Carteira de crédito

Acompanhando o avanço da frota nos estados nordestinos, a carteira do Sicredi destinada ao financiamento de veículos elétricos e híbridos no Nordeste registrou expansão de 194% em um ano. O volume de crédito na região passou de R$ 7,64 milhões em agosto de 2025 para R$ 22,46 milhões em agosto de 2026. O crescimento da oferta de recursos ocorre em paralelo ao ritmo de emplacamentos e reforça a participação do financiamento na expansão do mercado.

“Os números mostram que existe uma demanda crescente e que o crédito tem acompanhado essa transformação. Para o consumidor, além do valor de aquisição, entram na decisão fatores como economia de combustível, custos de manutenção, autonomia e disponibilidade de pontos de recarga”, explica Figueiredo. Segundo ele, a avaliação do custo total de uso do veículo tem ganhado importância na escolha por modelos eletrificados.

Para Figueiredo, a tendência é que a combinação entre maior oferta, evolução tecnológica e expansão da infraestrutura torne esses veículos cada vez mais presentes no cotidiano. “À medida que os modelos se tornam mais acessíveis e a rede de recarga avança, o consumidor passa a perceber a eletrificação não apenas como uma novidade tecnológica, mas como uma alternativa concreta de mobilidade. Esse processo tende a ampliar gradualmente a participação desses veículos nas cidades sergipanas”, conclui.