Érica Mitidieri fortalece campanha de Fábio com escuta nas comunidades e mobilização pelo estado

Primeira-dama percorreu bairros e municípios, participou de grandes caminhadas e liderou movimento que reuniu 30 mil mulheres em Aracaju.

Por Redação, em 6 de outubro de 2026

Primeira-dama percorreu bairros e municípios, participou de grandes caminhadas e liderou movimento que reuniu 30 mil mulheres em Aracaju

“Essa aí é a mulher do Mitidieri. Eu conheço ela do Instagram.”

Dona Maria Alves reconheceu Érica durante uma reunião em um povoado de Tobias Barreto. Depois, pegou o microfone e apresentou suas necessidades à primeira-dama e secretária de Estado da Assistência Social, Inclusão e Cidadania. A conversa aproximou duas mulheres que, até aquele momento, se conheciam apenas de um lado da tela.

Encontros como esse marcaram a participação de Érica na campanha de reeleição de Fábio Mitidieri. Entre agosto e outubro, ela percorreu comunidades, entrou em residências, conversou com famílias e participou de mobilizações na capital e no interior. Nas visitas, ouviu demandas e apresentou políticas que acompanhou durante a gestão.

No Pantanal, no bairro Inácio Barbosa, em Aracaju, uma moradora se emocionou durante a conversa e foi abraçada por Érica. Ao longo do percurso, outras famílias abriram as portas para falar sobre o cotidiano e as dificuldades da comunidade.

“A gente só constrói políticas públicas quando a escuta é verdadeira”, afirmou Érica no início da campanha.

A presença nas ruas dava continuidade a uma mudança que ela própria havia registrado em 2022, quando Fábio disputava o governo pela primeira vez.

“Sempre fui uma pessoa de bastidores e, agora, estou começando a aparecer”, declarou naquele ano.

Érica já acompanhava o marido nas decisões e conversas sobre política. Naquela eleição, passou a participar diretamente dos encontros, criou o Elas com Fábio e reuniu mulheres em torno da candidatura. Quatro anos depois, voltou à organização do movimento com a experiência acumulada no comando da assistência social estadual.

Nesse intervalo, as demandas ouvidas nas comunidades passaram a fazer parte do cotidiano da Seasic. Fome, maternidade, moradia, primeira infância, renda e inclusão tornaram-se assuntos presentes nas visitas aos municípios e nas decisões da secretaria.

O Prato do Povo chegou a 29 municípios, com quase 3 milhões de refeições, enquanto o Restaurante Popular Padre Pedro passou de uma para quatro unidades. O cofinanciamento estadual da assistência social cresceu de R$ 19 milhões, em 2023, para R$ 34 milhões, em 2025, com recursos destinados aos 75 municípios.

Os resultados também apareceram fora de Sergipe. Em 2025, o estado ficou em primeiro lugar no país na categoria Combate à Desigualdade do Prêmio Nacional de Inclusão Socioeconômica, do Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social. Sergipe apresentou o melhor resultado nacional no índice de empregabilidade e mercado de trabalho medido pela FGV, com avanço de 32,47%.

Um ano depois, voltou a ser reconhecido pelo prêmio, desta vez entre os estados que mais avançaram na redução da desigualdade e com o segundo lugar nacional em empreendedorismo. Érica representou Fábio na cerimônia, em Brasília.

A Seasic recebeu ainda o Selo FNAS 2025, reconhecimento nacional pela gestão dos recursos da assistência social, e Sergipe alcançou 100% de adesão dos municípios aptos ao Selo Unicef 2025–2028. O Simplifica MROSC, criado para facilitar a relação entre poder público e organizações da sociedade civil, ficou em terceiro lugar na categoria Inclusão, Igualdade e Diversidade do Prêmio Sergipano de Gestão Pública.

Na segurança alimentar, Sergipe alcançou adesão dos 75 municípios ao Sistema Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional. Na primeira infância, o Estado articulou a adesão integral dos municípios aptos ao Selo Unicef.

Em setembro de 2026, outro reconhecimento reuniu parte dessas políticas. Sergipe tornou-se o único estado brasileiro a receber o Selo ODS Ouro Destaque, após apresentar 18 iniciativas relacionadas à Agenda 2030 e ao ODS 18, de Igualdade Étnico-Racial. Prato do Povo, CMais Cidadania e Novo Lar estavam entre as ações apresentadas. Érica representou o estado na cerimônia nacional, em São Paulo.

Os números tinham rostos.

Em Nossa Senhora de Lourdes, Sabrina Conceição contou o que a chegada do Prato do Povo representou para quem convive com dificuldades financeiras.

“Ter o Prato do Povo aqui é uma bênção. A gente sabe que todos os dias vai ter uma refeição garantida, isso traz segurança e tranquilidade para quem passa por dificuldades.”

Para Lourdes Santos, agricultora, o programa passou a fazer parte da rotina entre o trabalho e a volta para casa.

“Esse prato é muito importante pra mim, pois garante que a minha barriga fique cheia após o trabalho na roça. Venho direto da lida com a terra pra cá.”

A costureira Maria Viana dos Santos relatou situação semelhante. “Não é todo dia que dá para tomar café da manhã, almoço e jantar, pois preciso pagar água, energia e botijão. Então aqui temos a refeição de meio-dia garantida e a minha filha vai para escola bem alimentada.”

Em Amparo de São Francisco, Eliana Santos também associou a chegada do programa à mudança na rotina das famílias.

“Eu agradeço muito à secretária Érica Mitidieri e ao Governo de Sergipe por trazer o Prato do Povo para a nossa cidade. Para nós, é uma grande oportunidade e uma ajuda que faz toda a diferença.”

As histórias encontradas na assistência não se restringiam à alimentação. Depois de seis anos desempregada, Maria Solete de Santana Guimarães participou de um curso de costura no Espaço Cuidar e passou a produzir bolsas.

“Esse trabalho chegou em um momento difícil e trouxe uma renda muito importante pra mim”, contou.

CMais, Mãe Sergipana, Novo Lar e Casa Legal também integraram o balanço levado às ruas. Érica falava de alimentação, apoio às mães, qualificação e moradia a partir dos programas que acompanhou na gestão e das famílias que encontrou nos territórios.

“A gente conseguiu avançar porque sempre teve o apoio do governador”, afirmou ao apresentar os resultados.

A atuação na secretaria ampliou ainda o diálogo com pessoas com deficiência, comunidades quilombolas, povos de terreiro, população LGBTQIAPN+ e outros públicos alcançados pelas políticas de inclusão. Esse contato também fez com que Érica passasse a receber demandas que iam além das atribuições da Seasic, levadas por moradores, prefeitos, primeiras-damas e lideranças para que chegassem a outras áreas do governo.

No interior, participou de atos organizados por diferentes grupos aliados a Fábio. Em Lagarto, esteve na Pisadinha do Time que Faz, com Ibrain de Valmir, e retornou na reta final para a Grande Caminhada do Time que Sabe Cuidar, ao lado de Gustinho Ribeiro e Hilda Ribeiro.

“Lagarto fez bonito e mostrou que está com o time do nosso governador Fábio”, declarou após a caminhada de 1º de outubro.

Em Canindé de São Francisco, percorreu as ruas com o prefeito Machadinho, Luana Machado e lideranças locais durante uma caminhada do Elas com Fábio.

“Ninguém faz nada sozinho. Governo se faz com um time, ouvindo as pessoas, olhando para quem está na ponta e entendendo a realidade de cada lugar”, disse.

A campanha passou também por Nossa Senhora do Socorro e Tobias Barreto e por bairros de Aracaju, como Augusto Franco, Japãozinho, Santa Maria e Industrial. Érica alternou agendas ao lado de Fábio com encontros organizados por mulheres e apoiadores nos municípios.

Foi o movimento feminino que produziu sua maior mobilização.

Em 22 de setembro, caravanas de diferentes regiões chegaram à Praça Camerino para o Elas com Fábio. Segundo a organização, 30 mil pessoas ocuparam as ruas do Centro de Aracaju. Os girassóis, presentes desde a primeira campanha, acompanharam novamente o percurso.

À frente da organização, Érica caminhou com Fábio e lideranças da coligação, conversou com participantes e encontrou mulheres alcançadas pelas políticas estaduais.

“É um momento de muita união, fraternidade e harmonia. As mulheres estão se somando e reconhecendo o trabalho feito nesses quatro anos”, afirmou.

Saúde feminina, creches, qualificação, empreendedorismo, transferência de renda, primeira infância e enfrentamento à violência contra a mulher estiveram entre as pautas apresentadas. A articulação continuou no interior, inclusive com a participação de Érica no Elas com Kaká, em Tobias Barreto.

As agendas eleitorais dividiram espaço com compromissos institucionais. Em São Paulo, Érica representou os estados brasileiros na Conferência Nacional pela Paz e Sustentabilidade. Na última semana antes da eleição, acompanhou a ministra da Cultura, Margareth Menezes, durante agenda em Aracaju.

No dia da votação, esteve novamente ao lado de Fábio. O governador foi reeleito no primeiro turno com 727.291 votos, 59,27% dos votos válidos.

Para Érica, a eleição terminou quatro anos depois de uma campanha em que ainda dizia estar começando a sair dos bastidores. Desta vez, chegou às ruas depois de uma passagem pela gestão social, participou da articulação com diferentes grupos da base de Fábio e esteve à frente da mobilização de mulheres, ao mesmo tempo em que manteve a rotina de visitas a bairros, municípios e comunidades.

No domingo da eleição, acompanhou Fábio até o local de votação. Os dois encerraram juntos uma campanha que, para ela, havia começado muito antes dos grandes atos, nas conversas, nas visitas e na relação construída ao longo dos últimos quatro anos com quem estava na ponta.