Por Mayusane Matsunae
O deputado estadual Paulo Júnior (PV) confirmou ao Jornal da Cidade que será candidato à reeleição em 2026 e sinalizou abertura para diálogo institucional com o governador Fábio Mitidieri (PSD) em prol de investimentos para São Cristóvão e Sergipe. Ainda sobre o pleito, acrescentou que seguirá as orientações do grupo, liderado por Marcos Santana (ex-prefeito de São Cristóvão). Em entrevista com o JC, o parlamentar detalhou as conquistas do mandato, como a lei que garante vagas para maiores de 40 anos em concursos públicos estaduais, e defendeu que sua aproximação com o executivo não representa incoerência, mas responsabilidade com resultados para a população. Confira o conteúdo completo a seguir:
JORNAL DA CIDADE – Olhando para o pleito de 2026, o senhor pretende disputar a reeleição para deputado estadual ou tem planos de concorrer a outro cargo?
PAULO JÚNIOR – Tenho tratado esse tema com muita serenidade e responsabilidade porque meu foco é a reeleição e seguir trabalhando por Sergipe. A reeleição é um caminho natural quando se constrói um mandato presente, atuante e conectado com as pessoas.
JC – Como o PV vem montando as estratégias com foco na eleição deste ano? Há possibilidades de alianças? Com qual bloco?
PJ – O PV tem dialogado com responsabilidade, coerência e maturidade política. As estratégias estão sendo construídas com base em projetos, buscando fortalecimento dos municípios.
JC – O senhor deve continuar no PV? Por quê?
PJ – Sim. O PV é um partido com o qual me identifico, que dialoga com minhas bandeiras e com a forma como enxergo a política. É uma legenda que permite debate interno, valoriza a atuação parlamentar e tem compromisso com pautas modernas e responsáveis. Permanecer no PV é manter coerência com minha trajetória.
JC – Se for candidato novamente, pretende fazer campanha junto com o governador Fábio Mitidieri ou manter independência eleitoral?
PJ – Serei candidato à reeleição e acredito que política se faz com diálogo, responsabilidade e gestos. Seguirei a orientação do grupo, liderado por Marcos Santana. Tenho uma relação institucional e respeitosa com o governador e, acima de tudo, compromisso com os interesses do povo. Minha atuação na Assembleia seguirá pautada pela coerência e pelos interesses de Sergipe, criticando quando pertinente e cobrando.
JC – Qual foi a principal conquista do seu mandato até agora? E qual maior frustração ou promessa que ainda não conseguiu cumprir?
PJ – Tenho muito orgulho de um mandato que produz leis com impacto social real. Posso citar, por exemplo, a sanção da lei que garante vagas para público 40 ou mais em concursos públicos no estado, ampliando oportunidades e fortalecendo o serviço público. Também destaco a lei que garante a emissão de certidões de nascimento, casamento e óbito em braile, promovendo inclusão e cidadania para pessoas com deficiência visual; a lei que assegura acompanhante para mulheres em procedimentos com sedação, garantindo mais dignidade, segurança e respeito; além da lei que garante vagas para irmãos na mesma escola estadual, fortalecendo o vínculo familiar e facilitando a vida das famílias sergipanas. Outra pauta muito importante foi a defesa e valorização do piso dos assistentes sociais, uma categoria essencial para a política de assistência social, que merece reconhecimento e condições dignas de trabalho. Além de mais de R$ 5 milhões em emendas para São Cristóvão em áreas como saúde, infraestrutura, cultura; emendas para Dores, Itaporanga, Salgado, Estância, Japoatã. Não avalio como frustração, mas lamento que não tenhamos avançado na licitação do transporte público da Grande Aracaju. Uma pauta urgente, que envolve mobilidade, dignidade e qualidade de vida.
JC – Como avalia esta legislatura?
PJ – Vejo como uma legislatura produtiva, com debates importantes e avanços significativos. Somos 24 deputados, e mais da metade é natural de cidades do interior, o que traz destaque para as necessidades dos municípios e a força também, obrigando o Estado a implantar políticas públicas municipalistas. Naturalmente, há divergências, o que é próprio da democracia, mas avalio que o Parlamento tem cumprido seu papel de fiscalizar, legislar e contribuir com o desenvolvimento do estado.
JC – Se pudesse mudar uma decisão política que tomou desde que assumiu o mandato, qual seria e por que?
PJ – Eu sou um parlamentar do diálogo, encaro cada decisão como parte de um processo de amadurecimento político.
JC – A sua declaração esta semana sobre uma aproximação com Fábio Mitidieri em prol de São Cristóvão repercutiu bastante. O senhor quer esclarecer algo mais?
PJ – Quando falo em aproximação, falo em diálogo institucional para garantir investimentos e melhorias para São Cristóvão. Isso não é incoerência, é responsabilidade. Quem perde quando a política vira conflito permanente é a população. Meu compromisso é com resultados, especialmente para a minha cidade e para Sergipe. Não é meu perfil a crítica pela crítica e o embate raivoso. Sempre fiz posicionamentos e questionamentos focados no crescimento do estado, na melhoria de vida das pessoas, no bom uso do dinheiro público. Por exemplo, votei contra a concessão da Deso e mantenho a posição, e também já votei em projetos encaminhados pelo governo, e que a oposição foi contra, por entender que eram benéficos para o povo sergipano. (JC)

Deputado Paulo Júnior