O mercado de TIC segue em expansão em diferentes estados do Nordeste. De acordo com o Relatório de Regionalização dos Empregos CLT de TIC, divulgado pela Brasscom, Associação das Empresas de Tecnologia da Informação e Comunicação (TIC) e de Tecnologias Digitais, a região conta com 89.643 empregos formais, correspondendo a 9,5% do estoque nacional, e média salarial de R$ 3.950. O ritmo de expansão do Nordeste no último ano, de 4,1%, foi o maior entre todas as regiões brasileiras, superando o crescimento do Centro-Oeste, de 2,6%, do Norte, de 2,4%, do Sul, de 2,0%, e do Sudeste, de 1,8%.
Pernambuco é o principal polo empregador da região, com 21.995 vínculos CLT e crescimento de 6,9% entre 2023 e 2025, e a maior média salarial do Nordeste, de R$ 5.287.A Bahia ocupa a segunda posição em número de empregos, com 20.624 postos formais e salário médio de R$ 3.941. O Ceará contabiliza 19.786 empregos formais, com Fortaleza entre os principais polos regionais de conectividade e tecnologia.
A Paraíba registra 6.241 empregos, com crescimento de 5,3%, enquanto o Maranhão conta com 5.543 postos formais. Sergipe apresenta a maior taxa de crescimento acumulado do Nordeste, de 9,7%, alcançando 4.635 empregos. O Rio Grande do Norte reúne 4.377 vagas, o Piauí soma 3.497 empregos, com expansão de 4,7%, e Alagoas contabiliza 2.945 vínculos formais de TIC.
“O Nordeste consolida polos tecnológicos de alta relevância nacional. A combinação entre formação de talentos nas universidades locais, parques tecnológicos estruturados, como o Porto Digital, e a ampliação de modelos de trabalho remoto e híbrido tem contribuído para reter profissionais e atrair investimentos para a região. O crescimento de 4,1% no número de empregos formais em 2025 reflete esse dinamismo”, afirma Roberta Piozzi, diretora de Parcerias e Projetos em Educação na Brasscom.
Sobre a metodologia
O Relatório de Regionalização dos Empregos CLT de TIC realiza uma análise estritamente ocupacional, focando exclusivamente nos empregos formais (CLT) em ocupações típicas de TIC, como analistas e desenvolvedores de sistemas, programadores, técnicos de redes, especialistas em infraestrutura de TI, cientistas de dados, entre outras ocupações detalhadas na metodologia do estudo. Essa abordagem difere da análise setorial do ecossistema de TIC, que considera a totalidade dos trabalhadores contratados por empresas do setor, abrangendo também áreas como vendas, logística, jurídico, administrativo e demais funções de apoio (mapeadas no Relatório Setorial da Brasscom, que registra cerca de 2,1 milhões de empregos totais). Confira o relatório na integra aqui.