MP processa Jackson Barreto por inauguração fraudulenta

Por Redação

Publicado em 01/08/2018 as 10:16
Foto: imagem da internet

Uma força tarefa do Ministério Público do Estado de Sergipe, formada por cinco promotores; Francisco Ferreira de Lima Júnior, Bruno Melo Moura, Jarbas Adelino, Luciana Duarte Sobral e Maria Helena Moreia Sanches Lisboa, ingressou com uma ação civil pública contra o ex-governador Jackson Barreto e o ex-secretário de estado da saúde, Almeida Lima, pela prática de improbidade administrativa, em decorrência da inauguração fake do Centro de Nefrologia do Hospital de Urgência, ocorrida no dia 5 de abril de 2018.

Embora Jackson Barreto negasse que tinha conhecimento de que o Centro não iria funcionar, os promotores asseguram que o governador à época tinha conhecimento de que as obras não estavam concluídas. O então diretor do Hospital de Urgência, Luiz Eduardo Prado Correa, em depoimento no Ministério Público, desmentiu Jackson afirmando que o ex-secretário Almeida Lima avisou ao governador que o local só funcionaria para os pacientes depois de alguns dias.

O CASO
A solenidade de inauguração do espaço batizado como “Centro de Nefrologia”, foi amplamente divulgada na mídia, e o governador Jackson Barreto prometeu ampliar o atendimento, dobrando o número de pacientes que necessitam de hemodiálise. Após descoberta a farsa, o fato gerou notícia nacional, exibida no programa Bom dia Brasil da Rede Globo.

Em caso de condenação, Jackson Barreto e Almeida Lima terão suspensos os direitos políticos de 3 a 5 anos, serão obrigados a pagar indenização por danos morais coletivos, (valor a ser definido); pagarão multa de até 100 vezes o valor da remuneração que percebiam como governador e secretário de estado, além de proibição de contratar com o poder público pelo prazo de 3 anos.