Para Maria do Carmo, o engajamento social é uma forma de reduzir alto índice de homicídio de jovens

Por Assessoria de imprensa

Publicado em 08/01/2018 as 16:07

A Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ), de cuja bancada a senadora Maria do Carmo Alves (DEM) é titular, vai analisar o projeto que institui o Plano Nacional de Enfrentamento ao Homicídio de Jovens. O objetivo é reverter os altos índices de violência contra os jovens no prazo de dez anos. A iniciativa é resultado dos trabalhos da Comissão Parlamentar de Inquérito do Assassinato de Jovens, que funcionou no Senado entre 2015 e 2016.

“Infelizmente, os jovens são os principais alvos da violência. Segundo pesquisas, eles representam 58% das vítimas de homicídios, ainda quando estão na adolescência. Quando chegam aos 20 anos de idade, esse índice é ainda mais alarmante: são quase 70 jovens mortos, para cada 100 mil”, citou Maria, ao ressaltar que o Plano de segurança sinaliza para uma tentativa de minimizar esses dados e garantir que a juventude tenha direito à vida, “de forma digna, respeitosa e, sobretudo, engajada socialmente”.

De acordo com a senadora, o engajamento social, seja através de projetos de educação e capacitação profissional, ou através da empregabilidade e geração de renda, é uma forma de garantir que a juventude se envolva menos com o crime. “Infelizmente, é uma fase de muita vulnerabilidade e de muitas opções oferecidas pelo mundo que, em geral, são opções que levam ao crime, à droga e a outros males, cujo resultado, normalmente, é a interrupção brusca da vida”, afirmou a senadora, ao destacar a sua confiança no trabalho a ser desenvolvido pela CCJ.

METAS - A senadora por Sergipe destacou que fazem parte desse Plano, cinco metas, a serem coordenadas e executadas sob orientação do governo federal: redução do índice de homicídios para o padrão de um dígito a cada 100 mil habitantes; redução da letalidade policial; redução da vitimização de policiais; aumento do esclarecimento de crimes contra a vida para 80% dos casos; e adoção de políticas públicas afirmativas em áreas com altas taxas de violência juvenil. O foco dessa ação social serão os jovens negros e pobres, que lideram o ranking de mortes nessa faixa etária no país.