Sergipe é líder nacional em empreendedorismo feminino

Por Wellington Amarante

Publicado em 10/08/2017 as 09:58
Foto: Ucom Sebrae

Mais de 37% das empresas no estado são comandadas por mulheres



Um estudo feito pelo Sebrae mostra que Sergipe é o estado com o maior percentual de mulheres comandando uma empresa. Segundo o levantamento, feito com base nos dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) de 2014, do IBGE, 37,7% do total de negócios são chefiados por pessoas do sexo feminino. O percentual é bem superior às médias do Nordeste (32,7%) e nacional (31,7%).



Os números do estudo ‘Os Donos de Negócio no Brasil’ apontam que dos 309.031 empreendimentos sergipanos, 116.753 são comandados por mulheres. Esse número vem crescendo consideravelmente ao longo dos últimos anos, o que demonstra o interesse cada vez maior delas pelo empreendedorismo. Em 2013, por exemplo, era 90 mil a quantidade de mulheres chefiando um negócio no estado, representando 33,2% do total.



A partir da análise do estudo é possível traçar um perfil dessas empresárias. Ela tem menos de 45 anos, empreende em um local fixo (lojas, oficinas, escritórios), trabalha por conta própria e atua prioritariamente no setor de serviços. Dentre as principais áreas de atuação estão os restaurantes (16%), serviços domésticos (16%), cabeleireiras (13%) e comércio de cosméticos (15%).



“As mulheres têm buscado cada vez mais empreender e isso é muito positivo para a economia. Elas estão buscando se qualificar mais antes de abrir um negócio, não têm receio em buscar conhecimento para administrar melhor a empresa e estão mais antenadas em relação ao que acontece no mercado. Isso contribui para aumentar a sobrevivência desses empreendimentos, elevando assim as chances de sucesso”, explica o superintendente do Sebrae, Emanoel Sobral.



As empresárias também se preparam mais que os homens na hora de abrir uma empresa. Entre elas, 21% possuíam o ensino superior incompleto ou mais e 37% o ensino médio completo. Já entre os homens, apenas 13% possuíam o ensino superior incompleto e 28% o ensino médio completo ou incompleto.



Acesso a tecnologias



A pesquisa levou em consideração dois grupos de trabalho: as pessoas que trabalham por conta própria (aquelas que exercem o seu ofício explorando o próprio empreendimento, sozinho ou com sócio, sem ter empregado e contando, ou não, com a ajuda de trabalhador não remunerado) e o empregador (quem trabalha explorando seu próprio empreendimento, com pelo menos um empregado assalariado).



De forma geral, as mulheres têm mais acesso às novas tecnologias. Cerca de 97% delas tinha telefone fixo ou celular (93% entre os homens), 54% possuía computador com internet no domicílio (44% entre eles) e 58% acessou a internet nos últimos três meses (44% no sexo masculino).



Os dados mostram ainda que as empresárias tinham um rendimento médio mensal de R$ 1.577,00, valor 30% inferior aos donos de negócio do sexo masculino. Nos últimos 13 anos essa diferença vem caindo, já que a renda delas cresceu 36% (já descontada a inflação), enquanto a dos empresários aumentou 29%.



No grupo das mulheres com negócio, apenas 33% contribuía para a previdência no trabalho principal e 4% contribuía para alguma entidade de previdência privada.