As perspectivas de um Novo Ano

Por Karolyne Costa

Publicado em 26/02/2018 as 18:01

Os brasileiros costumam anunciar que o ano só começa depois do carnaval, mas podemos dizer que 2018 não anda seguindo essa teoria.

Começamos o ano com um cenário político badalado, dançando conforme a música do momento, ou seja, em ritmo acelerado ou seria em ritmo de eleições?

A sociedade neste primeiro mês do ano já presenciou: aumento do emprego (informais em porcentagem maior), a baixa da taxa de juros, a queda do dólar, aumentos nos combustíveis, negociações escancaradas para aprovar a reforma da presidência e até mesmo ex presidente ser condenado em segunda instância, por crimes de corrupção. Trazendo para uma linguagem bem popular: Ufa, haja fato! Mas no final quais serão as consequências?

Sabemos que com uma dívida pública gigantesca o país carece de reformas complexas, não somente estruturais, como se propõe, deve-se pensar em reformas políticas e principalmente sociais.

As reformas, como diriam alguns economistas, precisam ser, no mínimo, ambiciosas para que os investidores voltem a acreditar que esta nação será capaz de estabilizar seus débitos e assim prossiga no caminho do crescimento econômico.

Uma opinião pessoal é que: para que isso ocorra, no entanto, não devemos findar nossas expectativas em estratégias ou ações macroeconômicas, apenas, mas em mecanismos que levem a sociedade brasileira a realizar, primeiro, uma reforma da sua mentalidade, concepções e hábitos, principalmente em anos eleitorais.

Em um cenário em que a população cada vez mais apresenta desconfiança nas suas instituições, sejam públicas ou privadas, é necessário para a consolidação da democracia que esta mesma sociedade seja impulsionada a se comportar ativamente e a participar pressionando o nosso sistema político e judiciário.

É desta maneira, com consciência política e participação social que poderemos ver as transformações que desejamos.