O que diz o ano de 2017.

Por Karolyne Costa

Publicado em 19/12/2017 as 23:16

Dois mil e dezessete está na porta para partir e muitos brasileiros não sabem o que pensar ou achar dele, em vários sentidos, a maioria apenas deseja que ele realmente se vá.

Do ponto de vista socioeconômico refletimos o quanto a vida dos brasileiros foi posta em exposição no Congresso Nacional. As propostas de reformas e a eterna guerra política partidária são sem dúvida os principais acontecimentos deste ano neste segmento, mas é possível acreditar que a luz dos seus resultados serão de fato notados com a chegada de 2018.

Enquanto isso não ocorre, vamos destacar as estimativas do último mês do ano, dezembro. Quinta passada com a revisão da projeção da alta do PIB do país em 2017 para 1,1% e a constatação do mercado de que 75% dos empregos gerados esse ano são informais houve um aceleramento nas discussões sobre o curso do crescimento do país para os próximos anos. Muitos economistas andam apostando que a saída da crise dar-se-á de forma lenta e gradativa, bem mais do que em períodos anteriores.

Alguns profissionais na área da análise econômica acreditam que na mais otimistas das projeções haverá o sucesso das reformas realizadas somado aos resultados daquelas que estão por vir (desde que o governo consiga provar a força da sua base), mantendo assim as especulações que o país em 2018 passará a crescer no nível dos 3% ao ano, o que seria algo significativo, mas não suficiente para chegar ao patamar do PIB pré-crise, nesse nível teríamos a certeza da recuperação econômica e a retomada de crescimento desejado, aos níveis, por exemplo, de 2010. O que muitos ressaltam é que mesmo nesta projeção otimista esses níveis pré-crise somente serão superados em 2020, tudo mais estável.

Por outro lado, outros acreditam que nem só de lamentações viverá 2017 nos dias que lhe restam. As taxas de inflação menores e os cortes acelerados nas taxas de juros podem trazer algum alento depois de 2 anos de profunda recessão. Tudo dependerá da capacidade do país em superar testes importantes, como adotar as políticas econômicas necessárias e correlatas ao momento que vem se formando no país.

Na nossa opinião com certeza o maior destes testes se apresentará, sim, no segundo semestre de 2018 e passará pela vontade absoluta do nosso povo.

A coluna deseja a todos um ótimo final de ano e um 2018 cheio de esperança, reflexão e principalmente eficiência dos nossos políticos na condução das políticas socioeconômicas que levará a retomada do desenvolvimento sustentável para o Brasil.


Karolyne Costa

Economista com mestrado em desenvolvimento regional e gestão de empreendimentos pela UFS, professora voluntária de Economia Brasileira no curso preparatório da Anpec do DEE/UFS. Consultora Financeira e Assessora Parlamentar.