Economia da Educação e sua contribuições sociais e econômicas. Nossa homenagem a independência do Brasil.

Por Karolyne Costa

Publicado em 07/09/2017 as 13:39

Esta semana o Brasil completa 195 anos de independência e, ainda, continuamos a procurar soluções viáveis para que esse processo se constitua também na nossa economia e desenvolvimento social de nosso país.

Quando falamos em desenvolvimento existe uma variável chave para muitas áreas, entre elas a social e a econômica, no entanto, mesmo sobre o alcance de um longo debate muitas pessoas não conseguem enxergar o seu aparato para solidificação da nação como desenvolvida e sustentável.

Essa variável chama-se educação, atualmente muito utilizada como medidor explicativo das diferenças de renda entre as nações. Dentro deste diálogo hoje trazemos para coluna uma saudável discussão sobre a temática educacional no Brasil na perspectiva da Economia da Educação.

Ao expandir o papel desta ciência verificamos que ela é uma ponte que liga o planejamento econômico adequado aos alicerces de crescimento geral de qualquer país. Ela trata dos métodos qualificáveis e modernos à expansão da educação como remédio para melhorar os níveis sociais e econômicos, por isso deve ser difundida em maiores proporções, tantos nas universidades como no planejamento do Estado.

Em 2012 o relatório da Education at a Glance, publicado pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), mostrou que o Brasil foi o 3º país a investir proporcionalmente em Educação no contexto mundial, estando atrás apenas do México e da Nova Zelândia, mas já trazia à época um dado negativo, o gasto por aluno era um dos 3 piores, entre os 30 países analisados.

O trecho acima é um relato de que os gastos em Educação no país, muita vezes, não alcançam a efetividade desejada e nos faz questionar o porquê. Além da discussão dos quantitativos ideais para que o alcance educacional seja sensibilizado como eficiente, primeiramente devemos olhar as formas sobre a questão daquilo que já está sendo executado.

Essa avaliação não é linear, afinal contemporiza-la apenas em dados estatísticos nos remete a uma percepção muitas vezes equivocada sobre o assunto. Não dá para medir os nossos níveis educacionais efetivos apenas por aquilo que ele representa no PIB.

As contribuições da Economia da Educação devem, então, ajudar no reforço do diálogo que envolva a resolução da oferta e demanda de educação de um ponto de vista estrutural, considerando todas as reformas necessárias, não só na questão de investimento, mas de novas formas de processos cujas estruturas sejam organizadas de acordo com as necessidades sociais . Assim, é necessário a interação imediata de pedagogos, sociólogos, economistas, entre outros profissionais, que devem projetar políticas públicas em educação elaboradas a partir da sua transição em diferentes espaços, como competitividade, capital humano, regionalização, interação dos campos, qualificação, inovação, tecnologia, cultura, capacidades, entre tantas outras variáveis dependentes.



É assim, do olhar sobre as mudanças sociais surgentes nos tempos modernos que se deve conduzir os processos educativos eficientes, para isso, não é necessário reinventar a roda, mas guiar-se por caminhos mais abertos e abrangentes que avancem nos indicadores econômicos, e que também atribui à técnica o dever na formação de uma educação voltada a um futuro mais promissor.