Propriedade Intelectual: uma variável para o crescimento.

Por Karolyne Costa

Publicado em 02/08/2017 as 01:42
Imagem de internet

O tema de hoje retoma o interesse sobre desenvolvimento econômico do país: caminhos para alcançá-lo. Em uma abordagem teórica a coluna vem mostrando alternativas, muitas vezes esquecidas pelo poder público, que podem servir de forte estratégia para o alcance das mudanças desejadas por toda sociedade.

Alguns de vocês devem se perguntar por que países, que em grande maioria não tem ⅓ da capacidade de riqueza natural do Brasil, alcançaram o desenvolvimento, enquanto nosso país sofre com números amargos de recessão?

Muitas respostas diferentes podem ser dadas a essa pergunta se pararmos para analisar todo o contexto, mas hoje um tema que deve responder satisfatoriamente é o fator propriedade intelectual.

Após a Segunda Guerra Mundial um grande número de países europeus estavam devastados, sua população precisava socialmente se reconstruir e, a nação, sua riqueza recuperar. Foi nesta época que estes países começaram a usar o sistema de propriedade intelectual como alavanca para encontrar o progresso tecnológico e econômico e, deste modo, encontrar o desenvolvimento social sustentável.

O sistema refere-se, segundo o Instituto Nacional da Propriedade Intelectual, “à um conjunto de direitos às criações do intelecto humano”. Um bom sistema nesses moldes é capaz de assegurar àquela nação o aumento de competitividade internacional, além de gerar um ambiente de negócio, o qual garante às empresas proteção ao investimento, estimulando e as capacitando no caminho do desenvolvimento tecnológico.

Cabe ao poder público investir nesta área, criando condições adequadas para o desenvolvimento de novas tecnologias, procurando formas de as incrementar e estimular através do setor privado. Essas condições levarão ao desenvolvimento de produção do conhecimento, não somente no setor acadêmico, onde existe uma forte base atualmente, mas dentro das próprias empresas. Exemplos que utilizam esta fórmula são os Estados Unidos, esse país investe pesado na proteção da propriedade intelectual da sua indústria.

Quando falamos que o Governo deve estimular para que a pesquisa e a propriedade intelectual no setor privado seja promovida em uma maior quantidade, não queremos tirar os méritos da pesquisa acadêmica, que é extremamente necessária, mas os focos acadêmicos são alcançados a longo prazo servindo de base para inovação tecnológica. Conquanto a pesquisa desenvolvida in loco nas organizações empresariais cumprem melhor o papel de transformar o conhecimento em produtos e serviços, como ferramentas produtivas indispensáveis ao crescimento.



A divulgação sobre todo o aparato que envolve a propriedade intelectual é de suma importância para o seu desenvolvimento. O potencial humano do brasileiro é excepcional e deveria ser melhor aproveitado, muitos brasileiros com ideias inovadoras e mentes brilhantes, às vezes, por falta de estímulo acabam sendo levados para desenvolver seu intelecto em outros países. Gerando riquezas para outras nações.