Empreendedorismo uma chave para a porta do Desenvolvimento Econômico e Social.

Por karolyne Costa

Publicado em 27/06/2017 as 16:12

Venho escrevendo diversos materiais de consultoria e orientação sobre os balizamentos de empreender. Mostrando como um empreendedor deve agir para ter sucesso e agregação de valor ao seu negócio.

Por esse motivo é oportuno trazer para esta coluna algo maior, neste segmento, uma breve análise sobre quão importante é esta atividade para a economia brasileira, principalmente neste momento de turbulência política e crise econômica.

Acredito que os brasileiros precisam se fortalecer, não como um simples povo que depende do imediatismo das ações governo, mas que exige a elaboração e planejamento de políticas que conduzam ao crescimento, que fomentam as atividades criativas, inovadoras e inteligentes.

Ao nos depararmos com o nosso mercado, principalmente aqueles que vivem com um pé na informalidade, encontramos diversos negócio originais, curiosos e por que não convidativos, que podem vir a ser bons empreendimentos.

É bem verdade que ainda falta um certo mérito às nossas instituições de fomentar tanta criatividade e se adequar a elas, para que estes tantos brasileiro saiam da informalidade e fomentem as taxas de empreendedorismos por oportunidades e não somente por necessidade.

Para se ter noção, em um breve retrospecto a taxa de informalidade caiu bastante nos anos 2000, no entanto pesquisas já mostram que este número vem ampliando progressivamente à medida que aumenta-se a taxa de desemprego. Atualmente o Brasil apresenta cerca de 12 milhões de desempregados e estima-se que cerca de 40 milhões de pessoas vivem hoje do mercado informal.

A pergunta que deve ser feita é: o que aconteceria se boa parte desta informalidade pudesse ser revertida? Se tivéssemos mais empreendedores e consequentemente trabalhadores no mercado?

É exatamente sobre isso a proposta do nosso tema. Grande parte desta informalidade tem profissionais que são extremamente brilhantes, que são capazes de empreender e inovar, mas não se registram como tal.

Mesmo com as altas taxas de informalidade, o empreendedorismo no Brasil já surpreende em números de adesão, conforme mostra o SEBRAE, são mais de 34,5% de brasileiros que tem seu próprio negócio formal, dados de 2015. A luz está acesa, mas é preciso muita energia para que ela não se apague.

Empreender é um fenômeno imprescindível para o crescimento econômico, impactando também no bem-estar social. Abrir um empreendimento é passar a produzir riquezas e também soluções para as mazelas da sociedade. É preciso que a sociedade esteja cada vez mais ciente e preparada para isso.

O conceito sobre empreendedorismo é muito amplo na Teoria Econômica, mas vai além de somente abrir um negócio. Schumpeter, um importante economista e cientista político, argumentou que os empreendedores são a força motriz do crescimento econômico, atualmente acrescenta-se, ainda, que eles são responsáveis pelo crescimento econômico e pelo desenvolvimento social, de forma sustentável.

O empreendedorismo é uma forte arma contra o desemprego. Segundo Timmons “o empreendedorismo é uma revolução silenciosa”.

A realidade é que o ato de empreender é impulsionador. No Brasil há aumentos relevantes da sua participação no PIB e eles podem ser alavancados ainda mais por meio de outros elementos, que vão do fortalecimento dos incentivos às microempresas e empresas de pequeno porte, com o devido incentivo à inovação e criatividade, que o brasileiro tanto possui.

Claro, as políticas voltadas para este setor devem ser bem estruturadas e articuladas de maneira que as realidades locais de cada região sejam determinantes para uma configuração econômica adequada e eficaz. Os brasileiros precisam aprender a cobrar mais dos governos municipais, estaduais e federal por fomentos ao Empreendedorismo.

Assim, cientes do papel que empreender tem, Governo e Sociedade devem sempre buscar caminhos ao seu desenvolvimento mirando efetivamente o avanço e o crescimento econômico da Nação.


Karolyne Costa

Economista com mestrado em desenvolvimento regional e gestão de empreendimentos pela UFS, professora voluntária de Economia Brasileira no curso preparatório da Anpec do DEE/UFS. Consultora Financeira e Assessora Parlamentar.