A Reflexão - A Economia, as Reformas e a Questāo Social.

Por Karolyne Costa

Publicado em 25/05/2017 as 09:12

Nos últimos posts, com um pouco de dificuldade devido a volatilidade do assunto, procuramos explicar sobre a questão das reformas no Brasil, focando em uma que ainda não foi aprovada, e que, neste momento, tem o futuro indefinido devido a crise política instalada nos últimos dias.

Hoje vamos dar continuidade ao tema cientes de que muita coisa mudou nas últimas duas semanas, inclusive as opiniões de tantas pessoas, que com o caos não conseguem nem raciocinar!

A reforma da previdência está parada na Câmara, como a trabalhista está parada no Senado. O motivo é claro: os parlamentares acreditam ser necessário o esclarecimento dos fatos jogados no ventilador pela JBS que envolve em corrupção o alto escalão do governo brasileiro, incluindo o seu Presidente.

Neste contexto, as reformas parecem ter perdido importância e o que se vê é mais uma vez a economia estagnar devido a crise política.

Antes das delações virem à tona a imprensa começava a divulgar resultados que em uma primeira análise pareciam ser a reação do sistema econômico-financeiro: baixa inflação, recuperação dos níveis de emprego, previsão de crescimento para o PIB, enfim, indicadores econômicos de progressividade.

Agora nos deparamos com queda da bolsa em São Paulo, chegando a casa dos 10,47% de decréscimo provocado pelo “efeito manada”, quando todos resolvem vender seus ativos. O dólar pulou de R$ 3,13 na venda para R$ 3,38, o maior aumento percentual dos últimos 14 anos. Era o mercado respondendo às incertezas que economia do Brasil resplandecia internacionalmente.

Mas enfim o que as reformas têm a ver com tudo isso?

Tudo e nada, tudo porque aos trancos e barrancos o governo conduzia com “emergência” as reformas necessárias, através de uma política ortodoxa clássica, que como tantas vezes na história deste país demonstrava melhorar sua imagem para os investidores, mesmo diante de toda turbulência política. A progressividade na suavização da Selic também contribuía para isso.

E agora nada tem a ver, porque como já discutimos mesmo em uma situação denominada de “emergência”, elas estão paradas, quando antes nem havia tempo para serem plenamente discutidas no âmbito da sociedade. O governo as praticavam com a desculpa da “emergência” em sair da crise econômica, crise que agora provavelmente se agravará. Então onde localizamos o grau de emergência neste momento? É de se refletir…

A turbulência é grande e a principal discussão do momento, na economia, é como o mercado vai transacionar as reformas, aquelas realmente necessárias ao andamento econômico do país. O mercado, como se sabe, não se importa com crise política, ele anda, para trás ou para frente, independente dela.

Do lado social muita gente acredita que a paralisação destas medidas nas Casas é sinal positivo em relação a manutenção dos direitos adquiridos, no entanto este pode ser apenas um meio de acelerar estas medidas, com pouca ou nenhuma discussão, como já vem sendo feito no Congresso, só que com mais celeridade.

Isto pode acontecer porque nada, até agora, impede que o governo tome Medidas Provisórias, como estratégias, e que algumas destas mudanças entrem em vigor por decreto, imediatamente.

Como foi dito muitas e tantas vezes o mercado não espera, e mais, ele pressiona.

O texto de hoje tomou caminhos totalmente diferentes do que foi planejado. É uma reflexão, nada mais, baseia-se na necessidade de demonstrar a situação refletida no país: instabilidade e inconstância, para todos os atos.

De fato, uma corrente que precisa ser espalhada na nação o mais rapidamente possível é aquela que prega a informação aberta e real e a defesa do não partidarismo político pelos cidadãos.

As pessoas precisam pensar sem convicções ideológicas ultrapassadas, as quais socialmente e economicamente não conduzem ao progresso. É preciso pensar em reformas que nos impõe instituições formais eficientes ao desenvolvimento econômico do país.