Filme “Amor Fluido” vira bandeira ativista contra governo Bolsonaro

Por Assessoria de Comunicação

Publicado em 01/11/2019 as 15:38

Dirigido por André Zaady, ‘Amor Fluido’ é sem sombra de dúvidas um filme contrário a visão ideológica que o atual governo brasileiro tenta imprimir no país.


Gravado no Nordeste do Brasil, mais precisamente em Sergipe e Alagoas, o longa aborda temas como homossexualidade, triângulo amoroso, relações fluidas e principalmente uma família fragilizada.


Segundo o diretor, o filme não pretende apresentar um conto de fadas, mas o que de fato temos vivido há muito tempo e que tem sido forçadamente camuflado. “Eu não fiz um filme pra agradar governo, eu fiz um filme que mostra a forma como eu enxergo a vida. Eu me permiti ouvir as histórias de contos de fadas por muitos anos, agora deixe que as minhas histórias sejam contadas”, disse Zaady.


Ao ser questionado sobre o filme ser uma bandeira ativista, o diretor foi direto: “Sem sombra de dúvidas! Que o filme seja a bandeira não só das vítimas do acidente governista que esse país vem vivendo, mas da mesma forma para quem também tem abraçado a causa, mesmo sem ter sido atingido."


O longa pretende ser apresentado em sessões especiais e já previamente programadas, porém não divulgadas ainda por questões de marketing e segurança, afinal, segundo Zaady, durante as filmagens seu projeto sofreu duras críticas por parte de alguns empresários que no início o apoiaram, mas em seguida desistiram ao saber da temática.


“Durante a busca de algumas parcerias, tivemos muito sucesso no início, mas ao receber o documento que descrevia o projeto pra liberação da filmagem, muitos desses desistiram do apoio ao saber que trabalharíamos com personagens gays", disparou o diretor.
Zaady concluiu dizendo que seu projeto tem o intuito de construir debates e não separar pessoas por conta de suas escolhas.


“Quero ver o filme em salas de debate e sendo discutido em universidades, por exemplo. Eu não tenho dúvidas que o projeto é um prato cheio pra estudos, pois eu não fiz esse filme para criar uma guerra dentro do estado, mas para construir um debate democrático", finalizou.