O filme “Amor Fluido” irá homenagear a transexual, Maluh Andrade

Por Redação

Publicado em 22/11/2017 as 11:54

O filme do diretor André Zaady, só irá para as telonas no ano que vem, mas já tem revelado algumas curiosidades da sua produção através das redes sociais. “Amor Fluido”, como é chamado o longa, é uma adaptação feita do livro que leva o mesmo nome e tem a colaboração do roteirista Alan Silva, que também é produtor artístico do projeto. O livro de autoria do próprio Zaady, trata-se de uma obra inspirada em sua própria vida e traz algumas influências do mundo LGBT.

E uma das participações mais que especias é da atriz, bailarina e cantora, Maluh Andrade, que falou à nossa equipe sobre o convite para atuar, além da importância de sua personagem para construção da história.

“Estar presente nesse trabalho foi vivenciar uma nova experiência. Sou atriz desde meus catorze anos, mas nunca vivi algo parecido em frente às câmeras. Participar da seleção, ser aprovada, e receber um papel, que a priori não existia e só foi adicionado no decorrer dessa seleção, foi de uma gratidão tamanha", disse Maluh.

Maluh, como também é chamada a sua personagem, foi criada especialmente para o filme, uma singela homenagem do diretor e roteirista Zaady para as transexuais do mundo todo e que foi muito bem representada pela atriz. No longa a personagem será amiga próxima de Duda, personagem vivida pelo ator Lázaro Silva, um dos protagonistas.

“As pessoas trans estão mais presentes nos espaços que nos eram negados antes. O cinema está a cada dia trazendo e propondo reflexões a partir dessa realidade com pessoas trans e travestis, o que é mais que válido. Então a gente percebe o quanto é importante estar nesses espaços, ocupando esses lugares de poder e de fala que antes não tínhamos", ressaltou.

A atriz ainda concluiu dizendo sobre o papel importante do filme quanto à construção de uma sociedade mais igualitária e longe de preconceitos: "Nós, pessoas trans, somos invisibilizadas a todo momento na sociedade. Tornar visível essa causa e levantar essa bandeira, é contribuir para toda uma massa que precisa ver, precisa entender e precisa respeitar. O filme traz abordagens significativas e precisas diante de tudo que estamos vivendo nos últimos tempos. O estado da Arte chegou numa situação em que tudo que fazemos está atingindo a moral e costumes de uma sociedade machista, patriarcal e fundamentalista religiosa. Me sinto orgulhosa e representada nesse filme", concluiu Maluh.