FASC terá lixeiras feitas a partir de materiais descartáveis

Por Assessoria de Comunicação

Publicado em 08/11/2019 as 13:23
Dani Santos

Além de contribuir para o fomento da atividade cultural do município, movimentando a cena artística sergipana, o Festival de Artes de São Cristóvão (FASC) também tem o papel primordial no que diz respeito ao legado que o evento deixa para a cidade. Para tanto, juntam-se a isso alguns grupos e pessoas que buscam colaborar com seus projetos, exemplo disso é o Coletivo Abrigo, que está confeccionando lixeiras a partir de materiais que seriam descartados, como madeiras, braços de luminárias, grades de geladeiras, dentre outros itens.

Ao todo serão produzidas pelo menos 30 lixeiras, sendo cinco grandes (com 3 metros de comprimento), feitas com metal, que serão posicionadas em locais onde geralmente ocorre o descarte irregular do lixo em grande quantidade, a exemplo da entrada do Centro Histórico. Já as 25 pequenas, que são confeccionadas com metal e madeira, deverão ser espalhadas por vários pontos da cidade. A intenção é que todas elas sejam distribuídas até o FASC, com o objetivo de conscientizar a população sobre a importância de jogar o lixo em locais adequados.


Há 12 anos trabalhando com materiais reciclados, o artista plástico Wagner Ferraz explica que qualquer material pode ser reaproveitado, nada é descartado. Das luminárias, por exemplo, foram retirados os braços que se transformaram nos pés das lixeiras menores. A ideia de produzir essas lixeiras em São Cristóvão partiu, segundo ele, a partir da necessidade encontrada no município, onde parte da população ainda realiza o descarte dos resíduos em locais inadequados.

“Comecei a observar a necessidade que a cidade tinha de lixeiras espalhadas na cidade e que muito lixo ainda é jogado no chão. Nisso surgiu a parceria com a Prefeitura, onde desenvolvi no povoado Caípe algumas lixeiras. Agora viemos na Prefeitura para saber o que eles tinham de resíduos para desenvolver as lixeiras para o FASC, com o material que iria ser descartado. Acabamos reutilizando muita coisa que iria ser descartada”, detalhou o artista.

Além das lixeiras, o coletivo também está produzindo cerca de 400 placas informativas (também feitas com madeiras reaproveitadas) que serão espalhadas pela cidade, com o intuito de promover a educação ambiental. Tanto as lixeiras quanto as placas passam pelo processo de decoração antes de irem às ruas, dando um toque especial ao trabalho que por si já encanta.

Segundo Wagner, a expectativa é que a população abrace a causa e que o projeto permaneça para além do FASC. “Isso é algo que vai ficar para a cidade, para o dia a dia das pessoas, então é uma forma que encontramos de reeducar. E se pararmos para analisar, não houve gastos com os materiais, estamos reaproveitando, então isso já traz até outro significado para o objeto que está sendo construído”, avaliou.

O FASC

O Festival de Artes de São Cristóvão (FASC) foi iniciado na década de 1970, e serviu de palco para grandes artistas sergipanos e nacionais, para que pudessem expressar suas produções artísticas nas mais diversas modalidades. O evento foi descontinuado em 2005 e retornou em 2017 resgatando a proposta dos antigos festivais e reacendendo a programação cultural da Cidade Histórica. Em sua 36ª edição, o FASC acontecerá entre os dias 14 a 17 de novembro, e terá em seus palcos artistas como: Gilberto Gil, Mariene de Castro, Liniker e os Caramelows, e Attooxxa.

Neste ano, o FASC contará com o apoio da RR Conect, Progresso, Thalu Esportes, Planeta Limpo e Imperial Brasil, além dos patrocínios da Jaguar, Stanza, Vitória Transportes, Associação Brasileira da Indústria de Hotéis Sergipe (ABIH) e Instituto Banese. O evento também conta com a parceria da Fecomércio SE, SESC/SENAC, Funcap, Governo do Estado de Sergipe, Universidade Federal de Sergipe, Governo Federal e Caixa Econômica Federal. A Realização é da Prefeitura de São Cristóvão.