O time da Inovação no Brasil

Por Karolyne Costa

Publicado em 16/11/2017 as 17:09
Foto: imagem da internet

Inovar faz parte da história das sociedades, e em termos amplos significa facilitar, tornar algo simples e eficaz. Muitos países têm na inovação a chave para o seu desenvolvimento econômico e social sustentável.

Para entender o papel da inovação, primeiramente, é necessário citar seu ciclo de existência, assim, segundo a Teoria Econômica, temos sequencialmente a invenção (presente desde os tempos remotos na sociedade), a imitação ou difusão (comum em economia cujas bases são a produção e a terceirização de produtos de consumo, e, por fim, a inovação (em termos amplos se comporta como uma estratégia para sustentabilidade econômica das empresas do século XXI).

O nosso país, infelizmente, não marca presença no ranking das “50 Empresas Mais Inovadoras de 2016”. O que isso significa? Que estamos investindo pouco em uma área tão importante. Na China e na Índia são massivas as porcentagens dos aportes feitos pelos empresários neste sentido, por exemplo: recentemente eles alteraram suas regras de Propriedade Intelectual para incentivar a indústria a investir mais em inovação.

Ao observar os exemplos de nações desenvolvidas observamos que o governo americano agiu como um organizador de políticas que conduziram a, no decorrer do processo, integrar em um sistema as universidades, laboratórios, centros de pesquisa, incubadoras, clusters e parques de inovação; procurando enfatizar a importância de um locus específico que apoiasse a atividade inovadora e reconhecesse a natureza predominantemente social da inovação.

Houve um grande esforço que ocorre até os dias atuais para não perder o posto para nações como Japão e Alemanha. O foco desse esforço está na valorização das conquistas tecnológicas, dos avanços na área do conhecimento, da fermentação de ideias e da qualidade de seu capital humano. Segundo Zacaria, pesquisador do desenvolvimento do processo inovativo dos EUA, “a cultura americana é aberta e inovadora, mas foi poderosamente moldada e aperfeiçoada por uma série de políticas de governo”.

Atualmente, o Plano Brasil Maior, do Governo Federal, é um dos responsáveis por incentivar o aumento de competitividade da indústria brasileira, sobre o tema “Inovar para Competir. Competir para Crescer”. Além de Instrumentos como a Lei 13.243/2016 que dispõe sobre estímulos ao desenvolvimento científico, à pesquisa, à capacitação científica e tecnológica e à inovação.

É possível, claro, continuar citando alguns outros meios; no entanto, para fortalecer esse processo aqui no país é necessário que todos se empenhem, principalmente os empreendedores de pequeno e médio porte, que representam mais de 90% das empresas registradas no Brasil. É preciso convencer a sociedade empresarial, de forma geral, a participar do processo inovativo. A exploração sistemática da matriz que movimenta as inovações aqui é extremamente recente, mas já existe um ecossistema de inovação no país, precisando fortalecer as conexões e os ambientes.

É preciso que as autoridades públicas e as instituições fomentem as pequenas e médias empresas, que incentivem não só o seu crescimento, mas a sua manutenção, ajudando-a a superar os primeiro anos, onde a taxa de mortalidade, no Brasil, ainda é alta, não somente por investimentos que visam a sua formação, mas por meio reeducação da população neste sentido, fazendo com que a sociedade confie no ato de empreender.

 


Karolyne Costa

Economista com mestrado em desenvolvimento regional e gestão de empreendimentos pela UFS, professora voluntária de Economia Brasileira no curso preparatório da Anpec do DEE/UFS. Consultora Financeira e Assessora Parlamentar.