Pastilhas valda

Carlos Batalha

Publicado em 14/10/2017 as 08:45

Umas das pastilhas mais conhecidas e tradicionais para combater a rouquidão, principalmente pela ardência que provoca, é a conhecida Pastilha Valda.

Certa feita viajei para cobrir um jogo do Sergipe em São Paulo, acompanhado do querido e folclórico Chico de França, muito conhecido como radialista, e principalmente pelas gafes que cometia e micos que pagava.

Pois bem. Na capital paulista, dia do jogo, o frio era de matar. Quase na hora de deixar o hotel com destino ao estádio do Morumbi, o nosso Chico se queixa de rouquidão e de estar afônico. Na hora lhe disse. "Chico no caminho do estádio passamos em uma farmácia e compramos a pastilha", e assim foi feito.

Sentir que era a hora de pregar uma peça no "negão", como assim o tratava carinhosamente, e recomendei que ele só abrisse a latinha na hora que os times estivessem em campo e a bola fosse rolar.

Demonstrando preocupação, reforcei na receita. "Vc pega umas dez pastilhas e engole de uma vez. Vc vai ver que milagre" kkkkkkk. O pobre do Chico foi na onda.

Equipes em campo, o juiz dá um minuto de silêncio antes da bola começar, e eu ao lado de França na cabine, grito. "Agora negão" kkkkkk.

Dez ou mais pastilhas foram parar na garganta do nosso querido amigo, daí para o estômago, e o pobre com os olhos cheios d'água, abria a boca e quanto mais o ar entrava, o esfriava por dentro, e ele dizia hahahaha vou morrer, hahahaha tô morrendo, enquanto eu e o operador de rádio nos contorcíamos de rir. Basta dizer que para nós, a bola só rolou no microfone quando já transcorria mais de dez minutos de jogo.